As eleições para deputados estaduais e federais, senadores, governador e presidente terão impactos na administração municipal. Isso é inevitável. O que resta saber é se o prefeito Rogério Lisboa (PR) sairá maior ou menor deste processo eleitoral. Isso significa se ele conseguirá ajudar a eleger uma boa base de apoio, em especial de Nova Iguaçu, ou se não vai conseguir o êxito em ajudar os seus aliados locais a conquistarem mandatos. Será este quadro que irá definir qual força política Lisboa caminhará para uma possível tentativa de reeleição em 2020.
Com a saída do vice-prefeito Carlos Ferreira, antes do Partidos dos Trabalhadores e agora filiado ao PCdoB, poucos são os representantes do PT na sua base de sustentação. Uma vitória de Lula ou da aliança que envolva o PT, o único elo de ligação com a legenda é o secretário municipal de Cultura, Juarez Barroso, que foi nomeado no cargo por sua proximidade ao prefeito e não meramente por ser um membro do PT. Talvez Barroso seja o único canal de conversação com o PT estadual e nacional que pode representar o PT na gestão de Lisboa.
Passado esse processo eleitoral de 2018, a concentração de Lisboa será agregar novos aliados com base no que sobrar e, ainda, se preocupar com possível adversários que podem surgir da sua própria base e insatisfeitos com o resultado do pleito. Não há como medir, ainda, o tamanho que Lisboa terá depois das eleições e, muito menos, a estatura dos seus possíveis adversários.